| Lages, 01/05/2013, Correio Lageano, por Ciça Ferreira |
Natural de Vacaria, Rafael Ferreira é um dos letristas mais novos a participar do festival lageano.
Rafael Ferreira, de Vacaria, mesmo com pouca idade desponta como um talento na música nativista como letrista. Ele tem 24 anos, mas já participou de vários festivais no Sul do Brasil. Na Sapecada da Serra Catarinense, ele conquistou espaço para duas de suas letras. “Quando meu canto passar” e “Saudades Amontoadas”. A segunda, em parceria com Ramiro Amorim.
O letrista, que escreve desde 2007, mudou-se para Lages para cursar Medicina Veterinária no Centro Universitário Facvest. Desde então, em contato com os músicos da Serra, tem participado da Sapecada. Mesmo não tendo nascido no campo, ele conta que tem grande amor pelas coisas da terra. Além das duas composições na Sapecada, ele tem outra participando da Sapecada da Canção Nativa, intitulada “Suja Campo”, uma chamarra feita em parceria com Felipe Corso, um amigo de Vacaria.
“Essa letra não é para mim. Fiz pensando em quem canta. Fiz como se fosse o olhar do intérprete. Me coloquei no lugar do cantor. É sobre a importância de quem canta. Quem canta vive se cobrando que ninguém dá valor”, conta ele, que afirma a letra é um recado para os ouvidos, pedindo para que as pessoas realmente ouçam a música, que fechem os olhos e sintam o que a letra quer dizer. Rafael não é músico. Mas ele afirma que os intérpretes não são reconhecidos como deveriam.
O primeiro festival que Rafael participou foi o Baqueria, de Vacaria, e então não parou mais. Ele já venceu alguns, entre eles a Ronda da Canção Nativa, que acontece durante a Expolages, em duas ocasiões. Suas letras normalmente são premiadas como a melhor poesia dos festivais. Ele conta que já venceu mais de 30 vezes. Entre os prêmios que mais considera importantes, está o de melhor poesia na Vigília da Canção.
Quando meu canto passar
Medi...
Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
Sem menos ruflar as penas das penas que assim me cobram
Cantei...
Mas cantei de peito aberto acalantos de índio vago
Enquanto na minha volta a noite bebia um trago...
Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
Sem menos ruflar as penas das penas que assim me cobram
Cantei...
Mas cantei de peito aberto acalantos de índio vago
Enquanto na minha volta a noite bebia um trago...
Cantei...
Cantei os sonhos do ontem frente ao tempo – acordado –
Pois se enxerga tanta coisa mesmo de olhos fechados
No escuro...
No escuro a baixo as pestanas palpitam cores – macias –
Onde as imagens que vemos vêm traduzir as poesias
Cantei os sonhos do ontem frente ao tempo – acordado –
Pois se enxerga tanta coisa mesmo de olhos fechados
No escuro...
No escuro a baixo as pestanas palpitam cores – macias –
Onde as imagens que vemos vêm traduzir as poesias
Embriagada era a noite ao se encontrar no meu canto
Viu seu mundo igual ao meu lhe achando escuro – garanto –
Na verdade só os olhos guardaram o negror noiteiro
Por contemplar a clareza de um canto – peito viageiro –
Viu seu mundo igual ao meu lhe achando escuro – garanto –
Na verdade só os olhos guardaram o negror noiteiro
Por contemplar a clareza de um canto – peito viageiro –
Cantei...
Cantei essências de vida num vasto plano de mundo
Vivendo aquilo que vinha ecoado a cada segundo
Me vi...
Pois me vi de alma gaudéria trocando passos pra frente
Buscando tudo no nada de olhos fechados somente
Cantei essências de vida num vasto plano de mundo
Vivendo aquilo que vinha ecoado a cada segundo
Me vi...
Pois me vi de alma gaudéria trocando passos pra frente
Buscando tudo no nada de olhos fechados somente
Medi...
Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
Sem menos cobrar o preço do preço que assim me cobro
Pois não esperem de mim o que não posso lhes dar
Apenas fechem os olhos quando meu canto passar
Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
Sem menos cobrar o preço do preço que assim me cobro
Pois não esperem de mim o que não posso lhes dar
Apenas fechem os olhos quando meu canto passar
Quando meu canto passar
Apenas fechem os olhos
(para que possam enxergar)....
Apenas fechem os olhos
(para que possam enxergar)....
http://www.clmais.com.br/variedades/54245/talento-jovem-na-sapecada-da-serra-catarinense
Lembramos que as músicas de Felipe Ferreira sobem ao palco da 13ª Sapecada da Serra Catarinense no dia 24/05/2013, defendidas por:
Cancão : SAUDADES AMONTOADAS
Ritmo : Milonga,
Autor da Letra: : Ramiro Amorim, Rafael Ferreira,
Autor da Músico: : Ricardo Bergha,
Representando : Lages/SC
Cancão : QUANDO MEU CANTO PASSAR
Ritmo : Milonga,
Autor da Letra: : Rafael Ferreira,
Autor da Músico: : Vitor Amorim,
Representando : Lages/SC
e pela 21ª Sapecada da Canção Nativa no dia 25/05/13, defendida por:
Cancão : SUJA CAMPO
Letra: Filipe Calvete Corso e Rafael Ferreira
Música: Filipe Calvete Corso
Interpretação: Gustavo Teixeira - Ricardo Bergha
Ritmo: Chamarra
Música: Filipe Calvete Corso
Interpretação: Gustavo Teixeira - Ricardo Bergha
Ritmo: Chamarra
Guitarrón: Filipe Corso
Violão: Vitor Amorim
Baixo: Guilherme Ceron
Violino: Clarissa Ferreira
Acordeon: Gabriel Maculan
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