Não sei se vocês entendem
Todas as coisas que eu canto
Eu falo da minha terra
Com minhas armas de guerra
E por isso me garanto
Minha palavra tem valor
E espero que não a vendam
Somos do sul e sabemos
Que isso é tudo o que temos
Embora alguns não compreendam
Fizemos nossas fronteiras
Com honra e ponta de lança
Com palavras e cavalos
Por isso que quando eu falo
Carrego fé e esperança
O meu canto é regional
Mas sem deixar de ser grande
Tem conteúdo e raiz
Pra levar pelo país
O sul por onde se ande
Se meu cantar não te agrada
Não é preciso se opor
Ninguém tem a obrigação
De expor seu coração
Aos amores de um cantor
Mesmo assim canto verdades
Por gostar e por saber
Que há quem saiba escutar
Por que me basta cantar
Pra alguém disposto a entender
Fizemos nossas fronteiras
Com honra e ponta de lança
Com palavras e cavalos
Por isso que quando eu falo
Carrego fé e esperança
O meu canto é regional
Mas sem deixar de ser grande
Tem conteúdo e raiz
Pra levar pelo país
O sul por onde se ande
Este blog tem o intuito de preservar e propagar a cultura gaúcha, esta cultura terrunha que nos foi legada. Nosso enfoque principal são os artistas, músicos e poetas catarinenses que se empenham em difundir esta rica cultura por este "Corredor a Fora".
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
HERANÇA FARRAPA
(Danilo Tagliare Ferri)
Não fui todo, mas fui parte
De um elo xucro de guerra
Fui morto por essa terra
Lutei de igual para igual
Viver livre por essas coxilhas
Também foi meu ideal
Bem depois do poncho verde
Fiquei do outro lado do rio
Mas sentindo o mesmo brio
Porque pelejei em combate
E hoje espero teu convite
Para partilhar do teu mate
Ver livre tua cultura
Foi ver a minha também
Contigo não disse amem
A aquilo que não me agradava
E muito pelos birivas
Aos teus cultos irmanava
Hoje sou sangue farrapo
Por forças de descendência campesina.
E minha ciência
Domar potros, diversão.
Por estas e outras tantas
Sou parte deste garrão.
Não fui todo, mas fui parte
De um elo xucro de guerra
Fui morto por essa terra
Lutei de igual para igual
Viver livre por essas coxilhas
Também foi meu ideal
Bem depois do poncho verde
Fiquei do outro lado do rio
Mas sentindo o mesmo brio
Porque pelejei em combate
E hoje espero teu convite
Para partilhar do teu mate
Ver livre tua cultura
Foi ver a minha também
Contigo não disse amem
A aquilo que não me agradava
E muito pelos birivas
Aos teus cultos irmanava
Hoje sou sangue farrapo
Por forças de descendência campesina.
E minha ciência
Domar potros, diversão.
Por estas e outras tantas
Sou parte deste garrão.
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